LEGIÃO URBANA
De poeta e punk todo mundo tem um pouco.

A lendária banda de Brasília que dominou todo o Brasil nos anos 80 e que ainda mantém sua relevância mais de 30 anos depois.
Mas do que adiantou? Renato, desculpa ter que dizer isto, porém, nada mudou.
LEGIÃO URBANA (1985)

O álbum de estreia de Legião Urbana (Self Titled) é uma obra que tem como inspiração o movimento do pós-punk(tipo eles são literalmente idênticos ao Joy Division) . O álbum é de cabo a rabo todo revoltado e transtornado, com hits que no futuro, viriam a ser hinos de todos os jovens do pais como 'Geração Coca-Cola' e 'Ainda é Cedo'. Legião não deixa de falar de nenhum aspecto da sociedade, criticando de escola até o capitalismo.
Ainda é Cedo é uma das faixas que mostra o que seria o futuro da banda.
Principais faixas: Será / Ainda é Cedo / Geração Coca-Cola
3/5
DOIS (1986)

O segundo álbum do Legião chega em 1986 para quebrar a maldição do segundo álbum. Legião Urbana lança um dos seus melhores discos que revoluciona e os disfere de todas as outras bandas brasilienses que surgiram na época, o uso do violão. As gerações passadas do antigo bossa nova decidem esquecer do violão e focar somente na guitarra mas RR escolhe o caminho oposto. Ouça 'Quase Sem Querer' e 'Eduardo E Mônica' e verá que lá estará. Neste álbum do Legião conseguimos encontrar: Musicas sem refrãos, mescla com poesia e ainda o baixo do punk com muitas distorções nas musicas.
Isso pode soar clubista, mas este álbum mostra o diferencial de Renato Russo.
Principais Faixas: Quase sem Querer/ Acrillic On Canvas/ Índios/ Tempo Perdido
4/5
Que Pais E Este (1987)

O terceiro álbum deles vem para ser um misto entre os dois outros lançamentos. Há a presença de todo um punk com o grande hit ''Que Pais É Este'', 'Conexão Amazônica' e ''Tédio''. E temos novamente o violão como na lendária ''Faroeste Caboclo'' e ''Eu sei'.
É um ponto médio entre os dois últimos lançamentos, que mistura bem o que foi e o que seria da banda.
Este é o último álbum com características punk que eles produzem.
Principais Faixas: Que Pais É Este / Eu sei / Faroeste Caboclo / Angra dos Reis
3/5
Quatro Estações (1989)

O quarto álbum veio para mudar a banda de vez. Suas musicas passam a ficar cada vez mais romântica e suas criticas estão agora nas entrelinhas das músicas.
O simbolismo e as metáforas são mais comuns e entrelaçamento com pedaço de poemas são mais vistos.
Se eu fosse chutar, eu diria que assumindo a bissexualidade em 'Meninos e Meninas', RR passa a ficar bem mais romântico nos próximos álbuns.
Principais Faixas: Pais e Filhos / Eu era um Lobisomem Juvenil / Monte Castelo / Meninos e Meninas
3/5
V (1991)

O quinto álbum é uma doidera! Com 10 musicas onde algumas mostram influencia trovadora, vindo da época solo do Renato. Outras falam sobre cotidiano e relacionamentos no geral, no sentido mais romântico da parada.
Não é um álbum extremamente marcante para mim. Meio chato pra ser sincero (muito conceito envolvido)
Ele tenta ser algo grandioso com o lance do trovador (veja Metal para as Nuvens) mas acaba com musicas como O Mundo anda tão Complicado, o que acaba quebrando o que ele mesmo construiu.
Principais Faixas: O Teatro Dos Vampiros / Vento no Litoral / O Mundo Anda Tão Complicado
3/5
O Descobrimento do Brasil (1993)

O sexto álbum é meu favorito. Talvez seja a grande a leveza que ele expresse por suas musicas e o otimismo que ele carrega, o contrário do último disco.
As faixas Giz, Um Dia Perfeito e O descobrimento do Brasil me faz viajar entre uma emoção de uma nostalgia de algo que nunca senti. A leveza nestas letras me deixam contente, mesmo com músicas como Love in the Afternoon que é complemente deprimente, consegue ser leve.
Principais Faixas: Giz / O descobrimento do Brasil / Love In The Afternoon / Perfeição
4/5
O Descobrimento do Brasil (1993)

A tempestade é um álbum romântico e MUITO MELACUECA.
A maioria das canções ficam entre algo de vc vai embora e eu fico triste >:( tipo compare Quando Você Voltar para qualquer outra musica de Legião Urbana. Leila e Mil Pedaços é a mesma coisa. Não me leve a mal, porém este álbum é vazio, sem pé nem cabeça. Seja quem foi que machucou meu menino Renato nessa época, machucou feio.
2/5
Uma Outra Estação (1997)

O último álbum da banda que foi lançado quase um ano após a morte de Renato é uma obra póstuma e de despedida da banda. Eu sinto nesse álbum uma certa reciclagem, pois parece um retrospecto de todas as fases da banda. Tem punk, tem violão e tem o sentimento de despedida.
No geral, é um álbum esquecível, como se eles tivessem juntado as músicas que seriam esquecidas em todos os outros e enfiado neste. Tirando Dado Viciado que ficou na minha cabeça até os fins dos tempos e Riding Song é linda tb. Mas concluindo, é uma despedida feliz.
1/5